Visite outros mundos

É hoje a criatividade não ajudou, mas como eu não poderia falhar com o compromisso resolvi falar do que ocupou minha tarde.

Comida sempre foi uma paixão, mas sempre estive na posição mais confortável, atrás do prato com o garfo na mão.

De uns tempos para cá meio por necessidade, meio por curiosidade resolvi me aventurar na cozinha, comecei aprendendo o arroz e feijão, é eu não sabia mais do que fritar um hambúrguer de caixinha ou um ovo, mas curiosidade + nerdisse me levaram para a frente do fogão, para livros de receitas, sites, programas de televisão, é nerd é não tem jeito não sabe fazer nada aos poucos, precisa devorar fontes de conteúdo, e como sou um bom exemplo de aquarius, inventar para não ficar igual.

Do meu ponto de vista cozinhar, ativa as mesmas áreas do cérebro que programar (não tenho nenhum estudo sobre isso), você recebe uma lista de comandos, e as executa aplicando sua experiência e criatividade buscando cada vez um resultado melhor, a cozinha me ganha quando o cheiro começa, deve atingir áreas do cérebro que geralmente não uso. Ver um programa executando é legal, mas comer algo que você vez e ficou bom é muito melhor.

É claro não acertei tudo de primeira e ainda erro muito, foi necessário muito feijão sem gosto, sem sal, queimado, grudento até chegar no feijão legal que faço hoje, meus experimentos com hambúrguer e pão de queijo duas paixões antigas, ainda estão longes de me fazer entrar em êxtase, mas continuo tentando.

Mas vale a pena tentar, provavelmente muitos não tem paciência, acho que preconceito já quase não existe visto a quantidade de homens na cozinha (acho até que somos melhores…), brincadeiras à parte, arriscar e experimentar fora da sua experiência, do seu ramo de atuação, desperta o seu cérebro para ir mais além, ainda estou engatinhando tanto na cozinha, quanto nessa procura por coisas diferentes, mas o pouco que experimentei posso garantir que vale a pena.

Saia do seu mundo, visite outros.

 

willsantos

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  • GENIAL, até rimou: “Comida sempre foi uma paixão, mas sempre estive na posição mais confortável, atrás do prato com o garfo na mão.”

    Também adorei o paralelo que você fez com programação, faz bastante sentido!

    • Quando tento rimar nunca sai, esse eu nem tinha percebido.